
Um costume que teve início no Oriente. Egípcios, chineses, hindus não dispensavam a figura do bobo, que na Idade Média divertia o senhor da corte e seus convidados. Comumente era um anão, um corcunda, ou uma não corcunda - na cabeça, um chapéu de pontas longas com guizos...Inúmeros bobos se destacaram pela dedicaçãoao seu senhor e pelo talento. Um bobo célebre foi Jehan-Antoine Lombart, o Brusquet à serviço de Henrique II de França. Certa vez o rei autoriza seu bobo a agir como juiz. "Conta-se que um comerciante foi se queixar ao juiz de um miserável mendigo que passava o dia na porta de seu estabelecimento, incomodando os fregueses e prejudicando os negócios. O juiz, que era ninguém mais do que Brusquet, o bobo do rei, manda chamar o miserável e pede que ele se explique.
- Senhor juiz, fico ali roendo o meu pão duro.. o cheiro do pão quentinho me ajuda a conseguir engolir minha côdoa velha..., justifica-se o mendigo.
- Pois que pague então pelo cheiro do pão!, retruca o insensível padeiro.
- Muito bem!, diz Brusquet. Ele deve pagar pelo cheiro do pão..!
E imediatamente manda colocar no bolso do pobre umas tantas moedas e diz:
-Sacode as moedas, meu bom amigo. Deixa elas tilintarem no seu bolso... Que o som do dinheiro pague o cheiro do pão..."
Mulheres também exerciam o ofício de bobo da corte. Uma das bobas mais famosas foi Mathurine, antiga cantineira do exército que vestia-se como um soldado e dizem que sabia brigar como um deles. Com uma linguagem de carroceiro, o que era sua graça, falava tudo o que os outros pensavam mas não tinham a coragem de expressar.
[Imaginarium]
(...continua)

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