segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O Riso e a Bobagem: Abrem-se as cortinas...

Alice Viveiro de Castro conta a história do palhaço de circo aolongo dos tempos; sua função social "sem disfarce algum" em sua obra O Elogio da Bobagem: palhaços no Brasil e no mundo. (2005) 

" O Homem é o único animal que ri, disse Aristóteles... e Millôr Fernandes complementou " O Homem é o único animal que ri e é rindo que ele mostra o animal que é".

 Cena 1: O Palhaço
Clown, grotesco, truão, bobo, excêntrico etc são alguns dos nomes usados em referência a essa figura "loucae comicidade pura" queé o palhaço. Ninguém tem dúvida quando se depara com uma figura dessas: "Este é um palhaço!" Nõa importa se sua cabeleira é vermelha e os sapatos enormes ou se , ao contrário, ele veste um sóbrio terno e está sem nenhuma maquiagem. Identificamos um palhaço não apenas pela forma, mas principalmente pela sua capacidade de nos colocar, como espectadores, num estado de suspensão e tensão que em segundos - sabemos de antemão- vai explodir em risos. Sua função social é fazer rir e dar prazer. É a sua incomparável função na sociedade. Enquanto milhões se dedicam às nobres tarefas de matar, apossar-se de territórios vizinhos e acumular riquezas, o pahaço empenha-se em provoca o riso de seus semelhantes...Ele não se decide às grandes questõs do espírito, nem às "altas proposopéias filosóficas" ... gasta seu tempo - e o nosso -  com..bobagens. O palhaço é o sacerdote da besteira, das inutilidades... Tudo o que não tem importância lhe interessa. E por mais bobo que possa ser, o palhaço acaba nos entretendo com algum detalhe absolutamente insignificante... e nos rendemos ao riso. 

[Imaginarium]

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