segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A MÚSICA DO FILME - PARTE 1


Você sabe como nasceu a "música de cinema" ou... já se deu conta do seu real significado?


"O cinema é uma fonte inesgotável de referências musicais, veículo perfeito para experimentação e exploração do poder dramático da música." (T. Berchmans)

"Trilha Sonora", como estamos acostumados a chamar a música de um filme, vem do original inglês "soundtrack", que representa todo o conjunto de um filme, isto é: a música, os efeitos sonoros e os diálogos. Segundo o músico e produtor de áudio, Tony Berchmans, o termo que melhor representa a música composta para determinado filme é: "música original do filme" ou, no inglês, score, que traduzido literalmente significa "partitura". 
A música de um filme possui um objetivo dramático a ser definido. Alex North em suas composições buscava "ir ao encontro das demandas e necessidades do conflito da história e da inter -relação dos personagens envolvidos." Para Berchmans, quando o compositor compõe a música de um filme, transforma-se numa espécie de dramaturgo musical. Sua atenção está voltada para a história e para o modo como ela é contada. "Um verdadeiro compositor de música de cinema, além de ter conhecimento musical apurado e familiaridade com a linguagem cinematográfica possui a habilidade de transformar seus sentimentos e pensamentos em música.  
O nascimento da música de cinema confunde-se com a história do cinema. Projeções dos Lumiére (irmãos franceses que fabricaram o cinematógrafo, ou seja, a câmara de filmar) já eram acompanhadas por músicos. Estudiosos acreditam a contratação oficial do compositor Camille Saint-Saens para compor uma peça para um filme, em 1908, ser a primeira vez em que um filme teve composição exclusiva. Mas como não havia métodos de sincronização da música interpretada com o filme apresentado, está descartada essa experiência como primeiro film score. O conceito de música de cinema ainda se desenvolvia e, conforme o amadurecimento do cinema, novas formas de acompanhamento musical surgiam. Um exemplo disso eram as sessões noturnas dos grandes cinemas de 1914, que contavam com o acompanhamento musical de grandes orquestras. Nas matinês usavam-se orquestras mais simples, com o objetivo de abrandar o ruído dos projetores, disfarçar o barulho de cadeiras e o produzido por espectadores, mas primordialmente, fornecer ao filme, uma base musical. 

Tessy H.  [Imaginarium]                            

(Fonte utilizada: Livro "A Música do Filme: tudo o que você gostaria de saber sobre a música de cinema" de Tony Berchmans.)

...continua.

Um comentário:

Anônimo disse...

Puxaaa fico emocionada com essa jornalista de extrema capacidade!!!
Parabéns como jornalista e como filha tb!!! Beijusss